A disputa mais áspera da campanha para deputado estadual em Sinop terminou sem vencedor. O policial militar Dickson Soares Casarin, o Sargento Casarin (Podemos), e o vereador e advogado Marcos Vinicius Borges, o Dr. Marcos Vinícius (PSDB), não conseguiram vaga na Assembleia Legislativa na eleição de domingo (4) e ficaram como suplentes. Casarin teve 19.823 votos, e Marcos Vinícius, 8.844.
A diferença entre os dois foi de 10.979 votos, mas nenhum chegou à cadeira. Os dois passaram a reta final da campanha em embate público pelas redes sociais, que acabou em boletim de ocorrência e em decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
O confronto ganhou força no fim de agosto. Marcos Vinícius publicou vídeo criticando a atuação de Casarin em uma denúncia envolvendo um servidor municipal e o chamou de "sargento tiktoker". Casarin respondeu atacando o vereador por ter atuado como advogado de defesa de Edgar Ricardo de Oliveira, autor do massacre que matou sete pessoas em Sinop em 2023. Os dois trocaram apelidos e ofensas em vídeos.
Em 27 de agosto, Marcos Vinícius registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, acusando Casarin de calúnia, difamação e injúria. "Acusar sem documentos e sem provas é crime", disse na época.
O caso chegou à Justiça Eleitoral. Em 28 e 29 de agosto, juízes auxiliares do TRE-MT mandaram os dois apagarem vídeos em 24 horas, sob multa diária de R$ 1 mil a R$ 2 mil. Segundo o tribunal, as publicações de Casarin tinham palavrões, acusações sem prova contra o adversário e ameaças físicas. As de Marcos Vinícius distorciam o nome do rival, que virou "Sargento Mentirin", e traziam ofensas pessoais e acusações de omissão policial.
Com o resultado, Casarin e Marcos Vinícius ficam na lista de suplentes de seus partidos e podem assumir uma cadeira na Assembleia se houver vaga durante a legislatura. Marcos Vinícius continua no mandato de vereador em Sinop.







