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Geral Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 09:41 - A | A

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90 DIAS DE ESPERA

Erros em laudos fazem Prefeitura de Pedra Preta adiar adicionais de servidores por mais 90 dias

Prefeita Iraci Ferreira prorroga por 90 dias a suspensão dos laudos que definem quem recebe insalubridade e periculosidade e quanto recebe

Rojane Marta/Fatos de MT

Prefeitura de Pedra Preta

Prefeitura de Pedra Preta

Os servidores de Pedra Preta, no sul de Mato Grosso, vão esperar pelo menos mais 90 dias para receber adicionais de insalubridade e periculosidade com base nos novos laudos técnicos do município. A prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) prorrogou a suspensão dos documentos que definem quais ambientes e funções dão direito ao benefício e em que percentual. O decreto foi assinado na quinta-feira (23) e publicado no Jornal Oficial da AMM nesta segunda-feira (26). Contado a partir da publicação, o novo prazo termina por volta de 24 de janeiro de 2027.

Os laudos foram homologados em 29 de setembro. Fazem parte do pacote o Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT), o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Laudo de Insalubridade e Periculosidade. Dois dias depois, em 1º de outubro, a prefeitura suspendeu a homologação. A justificativa agora publicada é que os anexos técnicos têm erros materiais justamente nos percentuais de insalubridade e periculosidade, e que é preciso revisar ambientes, atividades e cargos antes de aplicar as regras.

Enquanto a revisão não termina, nenhum adicional pode ser implantado na folha nem pago com base nos anexos pendentes. O decreto também interrompe o prazo do Censo Funcional de Implantação dos Adicionais, levantamento que a prefeitura usaria para aplicar os benefícios. A contagem só recomeça depois que os laudos corrigidos forem homologados ou republicados.

A correção fica a cargo da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, do Setor de Segurança do Trabalho e das empresas e profissionais técnicos responsáveis pelos documentos. Eles terão de corrigir as inconsistências e entregar as versões revisadas dentro do novo prazo. Depois disso, os laudos voltam à prefeita para nova homologação.

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Segundo a prefeitura, a medida evita pagamentos indevidos e prejuízos tanto aos servidores quanto aos cofres públicos. O decreto também cita um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal e cria os cargos de médico do trabalho, engenheiro do trabalho e enfermeiro do trabalho, além de uma Comissão de Avaliação Médica Funcional. Esses profissionais passariam a atuar na área de saúde e segurança dos servidores.

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