A Justiça determinou que o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves volte a utilizar tornozeleira eletrônica no prazo de 48 horas, sob pena de decretação de prisão preventiva. O réu estava sem monitoramento eletrônico desde 28 de junho deste ano. A decisão foi proferida nessa semana, após a dissolução do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá.
Mário Wilson responde pelo homicídio do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrido em abril de 2023, em uma conveniência localizada nas proximidades da Praça 8 de Abril, na Capital. O caso é julgado pelo Tribunal do Júri, em razão da natureza do crime.
Na mesma decisão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira acolheu pedido do Ministério Público de Mato Grosso e redesignou a sessão de julgamento. O adiamento ocorreu após a juntada de novos documentos aos autos na véspera da sessão, circunstância que, segundo a magistrada, inviabilizou o cumprimento do prazo legal para análise pela defesa.
Com isso, o novo julgamento pelo Tribunal do Júri foi marcado para o dia (12.05.2026), às 9h.
Além da determinação de recolocação da tornozeleira eletrônica, a Justiça manteve todas as medidas cautelares anteriormente impostas ao réu. Entre elas estão a suspensão do porte e da posse de arma de fogo, a proibição de uso de entorpecentes em locais públicos, a suspensão do exercício da atividade policial, limitada a funções administrativas, o recolhimento domiciliar no período noturno, o comparecimento obrigatório a todos os atos processuais, a obrigação de comunicar previamente eventual ausência ou mudança de endereço e a proibição de manter contato com testemunhas do processo.
O descumprimento de qualquer das medidas poderá ensejar a adoção de providências mais gravosas, incluindo a decretação da prisão preventiva.
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