27 de Outubro de 2026
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Jurídico Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 18:17 - A | A

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 18h:17 - A | A

CORPOS CARBONIZADOS

STJ mantém ordem de prisão contra suspeito de participar de execução ligada a facção em VG

Wellyson Gabriel Botelho está foragido desde novembro de 2024; para a polícia, as vítimas foram torturadas antes de serem mortas e carbonizadas dentro de um carro às margens do Rio Cuiabá.

Rojane Marta/Fatos de MT

STJ

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O Superior Tribunal de Justiça manteve o mandado de prisão temporária contra Wellyson Gabriel Botelho, investigado pela morte de dois homens em Várzea Grande e foragido desde novembro de 2024. A decisão, do ministro Sebastião Reis Júnior, negou o pedido da defesa para suspender a ordem de prisão e substituí-la por medidas alternativas.

As vítimas, Raimundo Rodrigues Paes Filho e Tiago Ventura Rodrigues Paes, foram encontradas no porta-malas de um Nissan Kicks clonado, às margens do Rio Cuiabá, na região da Passagem da Conceição. Segundo a Polícia Civil, os dois estavam algemados e tiveram os corpos carbonizados, e teriam sido torturados antes de serem executados por integrantes de uma facção, em razão de rivalidade entre grupos criminosos.

Para a investigação, câmeras de segurança registraram uma motocicleta Biz branca que daria apoio aos executores e ao veículo usado no crime. A mãe e um tio do investigado o reconheceram como o condutor da moto.

A prisão temporária foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande em novembro de 2024. Dias depois, policiais tentaram cumprir o mandado e fazer buscas na casa do investigado, que não foi localizado. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a ordem, e a defesa recorreu ao STJ.

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No pedido, os advogados sustentaram que a prisão seria desnecessária, porque as investigações avançaram e as diligências restantes poderiam ocorrer sem a presença do investigado, e que mantê-lo preso por tempo indefinido seria desproporcional. Ao rejeitar os argumentos em análise preliminar, o ministro acolheu a leitura do TJMT de que a fuga atrapalha as diligências e de que as imagens e o reconhecimento por familiares indicam participação no crime.

A Justiça de primeira instância e o TJMT têm dez dias para prestar informações, e o processo depois segue para manifestação do Ministério Público Federal. Wellyson continua foragido.

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