O Superior Tribunal de Justiça manteve o mandado de prisão temporária contra Wellyson Gabriel Botelho, investigado pela morte de dois homens em Várzea Grande e foragido desde novembro de 2024. A decisão, do ministro Sebastião Reis Júnior, negou o pedido da defesa para suspender a ordem de prisão e substituí-la por medidas alternativas.
As vítimas, Raimundo Rodrigues Paes Filho e Tiago Ventura Rodrigues Paes, foram encontradas no porta-malas de um Nissan Kicks clonado, às margens do Rio Cuiabá, na região da Passagem da Conceição. Segundo a Polícia Civil, os dois estavam algemados e tiveram os corpos carbonizados, e teriam sido torturados antes de serem executados por integrantes de uma facção, em razão de rivalidade entre grupos criminosos.
Para a investigação, câmeras de segurança registraram uma motocicleta Biz branca que daria apoio aos executores e ao veículo usado no crime. A mãe e um tio do investigado o reconheceram como o condutor da moto.
A prisão temporária foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande em novembro de 2024. Dias depois, policiais tentaram cumprir o mandado e fazer buscas na casa do investigado, que não foi localizado. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a ordem, e a defesa recorreu ao STJ.
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No pedido, os advogados sustentaram que a prisão seria desnecessária, porque as investigações avançaram e as diligências restantes poderiam ocorrer sem a presença do investigado, e que mantê-lo preso por tempo indefinido seria desproporcional. Ao rejeitar os argumentos em análise preliminar, o ministro acolheu a leitura do TJMT de que a fuga atrapalha as diligências e de que as imagens e o reconhecimento por familiares indicam participação no crime.
A Justiça de primeira instância e o TJMT têm dez dias para prestar informações, e o processo depois segue para manifestação do Ministério Público Federal. Wellyson continua foragido.






