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Auditoria do Trabalho apura morte de técnico eletrocutado na Musiva e vai apertar fiscalização no setor de eventos
A Auditoria-Fiscal do Trabalho abriu investigação sobre o acidente que matou o técnico Matheus da Silva Castanha, de 25 anos, durante a montagem de equipamentos de som e luz na casa de shows Musiva, em Cuiabá, e anunciou que vai intensificar a fiscalização no setor de eventos de Mato Grosso. O trabalhador foi socorrido no dia 16 de outubro e morreu cinco dias depois, em 21 de outubro.
A apuração está a cargo da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego em Mato Grosso, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o órgão, a fiscalização busca identificar os fatores que contribuíram para o acidente, avaliar as condições de segurança da atividade e verificar o cumprimento das Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho. O trabalhador teria sofrido uma descarga elétrica e caído de cerca de três metros de altura, circunstância que está sob apuração.
Para a auditora-fiscal Luciane Caroline Raber, coordenadora do Projeto de Análise de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho em Mato Grosso, o trabalho não se encerra em apontar culpados. “A análise de um acidente de trabalho não se limita à identificação de responsabilidades. Nosso principal objetivo é compreender os fatores que contribuíram para sua ocorrência, especialmente as falhas nas medidas de prevenção e na organização do trabalho, para que possamos atuar sobre suas causas e impedir que outros trabalhadores sejam expostos aos mesmos riscos”, afirmou. Ela acrescentou que cada acidente fatal representa uma vida perdida e evidencia a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção.
O setor de shows e eventos vai receber atenção especial, segundo a Superintendência, por reunir atividades de risco elevado, muitas vezes executadas por profissionais contratados em caráter temporário ou para serviços pontuais. A fiscalização será preventiva e repressiva e pode chegar à responsabilização administrativa dos empregadores quando forem constatadas infrações à legislação trabalhista. “A segurança desses profissionais não pode ser negligenciada. Vamos intensificar a fiscalização para assegurar que as empresas adotem medidas efetivas de prevenção, independentemente da modalidade de contratação dos trabalhadores”, disse Luciane.
O Ministério do Trabalho reforça que a prevenção de acidentes é obrigação legal dos empregadores e que a proteção da vida e da integridade física dos trabalhadores deve ser prioridade em todas as atividades econômicas. A montagem de palcos, a instalação elétrica e o trabalho em altura estão entre as etapas de maior risco apontadas pelo órgão.
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