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Polícia Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, 08:12 - A | A

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FRAUDES DIGITAIS

Polícia Civil mira grupo suspeito de aplicar golpes pelo WhatsApp em VG

Grupo é investigado por fraudes digitais e falsificação de documentos; aparelhos celulares e identidades falsas foram apreendidos durante a apuração.

Da Redação

PJC

Polícia Civil mira grupo suspeito de aplicar golpes pelo WhatsApp em VG

Polícia Civil mira grupo suspeito de aplicar golpes pelo WhatsApp em VG

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15.10), a Operação Persona Sintética para desarticular um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes digitais em Mato Grosso. As diligências são realizadas em Várzea Grande, onde são cumpridas 15 ordens judiciais.

A operação inclui cinco mandados de prisão preventiva, cinco de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

A investigação começou em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico pelo WhatsApp. Na ocasião, os suspeitos teriam usado fotos de familiares das vítimas para se passar por pessoas conhecidas e solicitar transferências via Pix. Como nenhum valor foi pago, o caso foi classificado como tentativa de estelionato.

Em setembro de 2025, os investigadores identificaram um dos envolvidos e cumpriram um mandado de busca e apreensão contra ele. Na ocasião, foram encontrados aparelhos celulares e documentos de identidade falsos em nome de diferentes cidadãos de Mato Grosso. O material levantou suspeitas de que o grupo mantinha uma estrutura organizada para a prática de fraudes digitais.

A partir das informações obtidas nessa primeira etapa e de novas diligências, a Polícia Civil identificou outros suspeitos e apurou a possível participação de cada um no esquema.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Alguns também são investigados por possível envolvimento com tráfico de drogas.

A Polícia Civil dará continuidade às apurações, com interrogatórios dos investigados e análise dos materiais apreendidos nesta nova fase da operação.

Por que o nome Persona Sintética?

O nome da operação faz referência aos documentos falsos encontrados durante as investigações, utilizados, segundo a Polícia Civil, no contexto das fraudes atribuídas ao grupo.

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