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Polícia Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 08:37 - A | A

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Operação Deceptio

Quadrilha tinha meta de R$ 20 mil por golpe contra empresas em MT

Operação Deceptio cumpre seis ordens judiciais contra investigados por fraudes digitais; grupo utilizava perfis falsos e contas bancárias de terceiros.

Da Redação

PJC

Quadrilha tinha meta de R$ 20 mil por golpe contra empresas em MT

Quadrilha tinha meta de R$ 20 mil por golpe contra empresas em MT

Uma organização criminosa investigada por aplicar golpes digitais contra empresas chegava a estabelecer metas de faturamento, buscando obter pelo menos R$ 20 mil por fraude. O esquema é alvo da Operação Deceptio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (06.11), em Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas seis ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e três medidas de afastamento de sigilo telemático. Todas as diligências ocorrem na Capital.

As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

Investigação começou após tentativa de golpe contra construtora

A investigação teve início em fevereiro de 2025, após uma tentativa de fraude contra uma empresa do setor de construção civil de Cuiabá.

Na ocasião, os criminosos utilizaram o WhatsApp para se passar por um dos sócios da empresa e solicitar uma transferência bancária via Pix.

O prejuízo foi evitado após a atuação da Polícia Civil, que prendeu em flagrante o titular da conta indicada para receber o dinheiro.

Com o avanço das investigações e a realização de perícias autorizadas pela Justiça, os policiais identificaram indícios de uma rede organizada de fraudes eletrônicas, que não se limitava ao caso registrado na Capital.

Segundo a Polícia Civil, alguns investigados confessaram ter vendido o acesso às próprias contas bancárias para facilitar as movimentações financeiras relacionadas aos golpes.

Grupo estabelecia metas para os golpes

As análises dos aparelhos apreendidos apontaram a participação de outros investigados na administração de perfis falsos, na coleta de informações sobre setores financeiros de empresas e na organização das abordagens digitais.

De acordo com a DRCI, os envolvidos chegavam a estabelecer metas de faturamento para as fraudes, buscando obter valores mínimos de R$ 20 mil por golpe.

As investigações também identificaram fraudes consumadas contra outras vítimas em diferentes estados brasileiros.

A Operação Deceptio busca reunir novas provas e esclarecer a participação dos investigados na estrutura criminosa.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil.

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