26 de Março de 2026
00:00:00

Política Quinta-feira, 26 de Março de 2026, 10:29 - A | A

Quinta-feira, 26 de Março de 2026, 10h:29 - A | A

CPI NO SENADO

Buzetti rebate Taques e diz que faltam provas em acusações

Senadora questiona versão sobre valores e cobra provas de acusações

Rojane Marta/Fatos de MT

R$ 755 milhões de origem pública, fundos ligados ao banco Master e suspeita levantada dentro do Senado colocaram Mato Grosso no centro de um novo embate político. A acusação partiu do ex-governador Pedro Taques (PSB). A reação veio da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que afirmou não haver qualquer prova de irregularidade nas operações.

Ao prestar depoimento, Taques disse que o valor é resultado da soma de R$ 308 milhões de um acordo tributário com a empresa Oi e R$ 447 milhões relacionados ao fundo da concessão da BR-163. Segundo ele, os recursos teriam sido direcionados a fundos estruturados pelo banco Master, o que, na avaliação do ex-governador, levanta dúvidas sobre a destinação do dinheiro público.

“Esses R$ 308 milhões foram depositados em dois fundos constituídos pelo Banco Master”, afirmou durante a oitiva. Leia mais: Taques liga Banco Master a consignados e questiona acordo de R$ 308 milhões em CPI

A leitura é contestada por Buzetti. Sem reconhecer irregularidade, a senadora afirmou que as operações já passaram pelo crivo de órgãos de controle e não há elementos que sustentem as suspeitas levantadas. “Não tem prova disso. O Ministério Público de Contas, o Ministério Público e o Tribunal de Contas se manifestaram pela legalidade”, declarou.

No mesmo contexto, Buzetti também rebateu outro ponto da narrativa de Taques ao negar que R$ 447 milhões estariam “congelados”. Segundo ela, os recursos foram utilizados para amortizar uma dívida estadual que superava R$ 1,2 bilhão, após negociação com instituições financeiras.

“Esse dinheiro não ficou parado. Ele foi usado para pagar uma dívida maior, que foi reduzida”, disse.

As divergências também alcançam o caso envolvendo a Oi. Taques sustenta que houve falhas no procedimento, incluindo ausência de publicação oficial de atos. A senadora reconheceu que eventuais inconsistências administrativas devem ser esclarecidas, mas afastou, neste momento, a existência de ilegalidade.

“Se houve falha de publicação, o Estado precisa explicar. Mas isso não significa que houve irregularidade”, afirmou.

Outro ponto de atrito envolve a interpretação sobre prazos processuais no Supremo Tribunal Federal (STF). Taques indicou possível perda de prazo por parte da empresa, enquanto Buzetti afirma que não houve prescrição nem encerramento definitivo da discussão judicial.

O embate ocorre em meio ao avanço da CPI do Crime Organizado no Senado, que passou a olhar para estruturas financeiras e fundos de investimento como possíveis instrumentos de circulação de recursos sob investigação. 

65 99690-6990 65 99249-7359

contato@fatosdematogrosso.com.br