Sete pessoas morreram em três acidentes na BR-163 entre 29 de outubro e 3 de novembro, no norte de Mato Grosso, e o deputado estadual Thiago Silva (MDB) usou os números nesta quarta-feira (4) para cobrar, na Assembleia Legislativa, que o governo do Estado estenda a duplicação da rodovia de Sinop até Guarantã do Norte.
“É muito triste a gente ver todas as semanas a quantidade de mortes que tem acontecido ali na 163”, afirmou. “Fica aqui a minha sugestão, a minha cobrança, para que o governo do Estado possa estender essa duplicação de Sinop até o município de Guarantã. E assim a gente salvar vidas.”
A sequência começou em 29 de outubro, quando quatro pessoas da mesma família morreram em uma colisão frontal entre uma caminhonete e uma carreta no km 981, em Terra Nova do Norte. No dia seguinte, dois homens morreram no km 847, em Sinop, depois da batida entre uma picape e um caminhão. Na terça-feira (3), um motorista morreu no km 905, em Itaúba, em outra colisão frontal com uma carreta.
O trecho entre Sinop e a divisa com o Pará, porém, não é administrado pelo Estado. Ele integra a concessão federal da Via Brasil BR-163, que vai de Sinop a Miritituba, no Pará. O governo estadual controla, por meio da MT Par, a Nova Rota do Oeste, responsável pela rodovia de Itiquira até Sinop.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para 12 de novembro, na B3, em São Paulo, o leilão que definirá o novo controlador da Via Brasil. Oito dias separam a cobrança do deputado da disputa, que não foi citada por ele na tribuna. As propostas devem ser entregues até 9 de novembro, e vence quem oferecer o maior desconto na tarifa básica de pedágio.
Não se trata de uma nova concessão da rodovia. O que será vendido são as ações da empresa que detém o contrato, reestruturado com previsão de R$ 10,8 bilhões em investimentos em 1.009 quilômetros. A repactuação inclui a duplicação de cerca de 245 quilômetros entre Sinop e a divisa com o Pará.
O prazo da obra é outro ponto em aberto. Em abril, técnicos da ANTT prometeram avaliar pedidos para reduzir o cronograma de nove anos previsto para as duplicações.
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