O deputado estadual Fabio Tardin (Podemos) acusou nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o governo de atropelar um projeto de sua autoria que garante alimentação escolar aos profissionais da rede estadual. Ele apresentou a proposta em 2025. Segundo Tardin, a mensagem do Executivo sobre o mesmo tema chegou depois e entrou antes na pauta. “Mais de ano aguardando para ser votado, aí o governo vem, atropela e coloca mensagem”, afirmou.
O projeto de Tardin assegura o consumo da merenda aos profissionais em exercício, no mesmo ambiente e com o mesmo cardápio dos estudantes. O texto prevê que o gasto seja custeado com recursos próprios do Estado, fora do programa federal de alimentação escolar. A proposta cita lei semelhante aprovada em Cuiabá em 2024.
Na sessão, os deputados aprovaram em segunda votação uma mensagem do governo que altera a lei da escolarização dos recursos da alimentação escolar na rede estadual. Tardin disse que não busca mérito pessoal. “Eu quero é que aconteça”, declarou, ao afirmar que professores, guardas e merendeiras serão atendidos de uma forma ou de outra.
A reclamação avançou para o funcionamento das comissões. “Infelizmente tem comissão que não funciona, não reúne nunca”, disse. O deputado defendeu prazos mais curtos no regimento interno e a saída de parlamentares faltosos. “O deputado que não quer trabalhar não pode estar nas comissões, só para enganar”, afirmou.
O presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), respondeu que a votação depende das comissões e que o volume de projetos é grande. Ele disse que a proposta do governo deveria ser apensada à de Tardin, por ser mais recente, e pediu que o deputado leve a discussão ao colégio de líderes, com os 24 parlamentares.
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