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Política Terça-feira, 06 de Outubro de 2026, 14:21 - A | A

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RELAÇÃO COM ABILIO

Maysa nega subserviência de Paula, mas diz que ela poderia ter imposto mais limites

Vereadora defende gestão da presidente, critica envio de projetos com urgência pela Prefeitura e reafirma voto contra a LDO

Rojane Marta/Fatos de MT

Reprodução

Maysa Leão

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (6), em entrevista na Câmara Municipal de Cuiabá, que a presidente da Casa, Paula Calil (PL), teve uma conduta respeitosa com a Prefeitura e não pode ser chamada de subserviente ao prefeito Abilio Brunini (PL). Ela falou depois da escolha da Mesa Diretora que será comandada pelo vereador Ilde Taques (Podemos). Segundo Maysa, a nova gestão do Legislativo não fará oposição ao Executivo, mas vai cobrar mais tempo para analisar os projetos enviados pelo prefeito.

"Certamente que não. A Câmara será uma câmara de debate", respondeu ao ser perguntada se a Casa passaria a atuar contra a Prefeitura. A vereadora disse que o que mais a incomodou no início do biênio foi a quantidade de projetos importantes encaminhados pela gestão Abilio em regime de urgência. "A gente precisa ter tempo hábil de ler e debater", afirmou.

Na avaliação de Maysa, Paula Calil poderia ter imposto limites um pouco maiores na relação com o Executivo. Mesmo assim, ela rejeitou o rótulo de subserviência e disse que a presidente foi firme em muitos momentos. Citou como marcas da gestão o plenário novo e o cumprimento do Regimento Interno, em comparação com a legislatura anterior. "Quantas vezes o Regimento Interno foi patrolado?", questionou.

Para a vereadora, Paula deixa a presidência como alguém que mudou a forma de trabalhar na Câmara. "Paula Calil foi uma presidente que mudou a forma de trabalhar na Câmara de Vereadores no sentido de pontualidade e de dignidade de ambiente de trabalho para todos que aqui trabalham", disse.

Maysa também contestou a versão de que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi contaminada pela disputa pelo comando da Casa. Segundo ela, não houve orientação do grupo para votar contra a proposta, e os registros de votação mostram posições diferentes entre os vereadores, inclusive entre integrantes da Mesa recém-escolhida. "Vocês podem puxar os votos e vocês verão que pessoas votaram diferente", afirmou.

A parlamentar explicou que votou contra a LDO porque o texto não contemplava os planos de cargos, carreiras e salários dos profissionais da saúde e da educação, nem a implantação da Casa do Autista. "Votei contra a LDO, votaria de novo", declarou.

Sobre a divisão das comissões permanentes na gestão de Ilde Taques, Maysa disse que pretende continuar presidindo a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Pessoas com Deficiência, que chamou de "a comissão da minha vida". De acordo com ela, o colegiado sempre foi deixado de lado pelos colegas, e ela nunca precisou disputar o posto. "Talvez agora alguém ache que é uma pauta importante, mas essa sempre será a minha prioridade."

A vereadora também comentou a presidência da Comissão da Mulher. Disse que se coloca à disposição caso algum parlamentar precise acumular mais de um colegiado, mas lembrou que a Câmara tem sete vereadoras, todas em condições de assumir o comando.

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